Liberdade para Bottas e Hamilton é a promessa da Mercedes

Acompanhe no Carros e Corridas, mais um artigo do jornalista Castilho de Andrade, Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1 que acompanha as corridas da categoria no país desde 1972.

Liberdade para Bottas e Hamilton é a promessa da Mercedes

Depois de ordenar que Valtteri Bottas permitisse a ultrapassagem de Lewis Hamilton por duas vezes no GP do Bahrein, a Mercedes diz que não vai interferir na disputa entre seus dois pilotos. Pelo menos nesta fase inicial do Mundial de Fórmula Um de 2017.

O que provocou a ordem da equipe, segundo o chefe Toto Wolff, foi um problema técnico no gerador de pressão dos pneus do carro de Bottas. A Mercedes não quis correr risco e preferiu colocar Lewis na frente de Bottas. Não fosse a punição que o piloto inglês sofreu – cinco segundos – ele poderia ter chegado em Sebastian Vettel e tentar uma ultrapassagem. Valtteri Bottas não teria condições de tentar um ataque.

No ano passado, com a disputa limitada aos dois pilotos da escuderia – Nico Rosberg e Lewis Hamilton – a Mercedes não se envolveu na luta pelo título. Este ano, entretanto, com a ascensão da Ferrari, a Mercedes admite que deverá reavaliar o jogo de equipe. Tudo dependerá das próximas etapas. A quarta corrida do campeonato está marcada para 30 de abril, com a disputa do GP da Rússia no circuito de Sochi.

Na Itália, o clima é de euforia pela segunda vitória da equipe Ferrari. E o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, pediu ‘foco total’ na disputa pelos títulos mundiais de pilotos e construtores. O rendimento do carro é um dos argumentos que Marchionne está usando para cobrar resultados melhores do piloto Kimi Räikkönen. Enquanto Vettel lidera o Mundial com 68 pontos, Räikkönen tem 34. O presidente da Ferrari quer que seus dois pilotos tentem conquistar dobradinhas. Isso, além de dificultar mais a competição para a rival Mercedes, também garantiria à Ferrari chances maiores de vencer o campeonato de construtores.

O clima esquentou, outra vez, entre Felipe Massa e o holandês Max Verstappen. No sábado, após a tomada oficial de tempos, Max responsabilizou Massa por tê-lo atrapalhado no treino. No domingo, Felipe Massa negou que tenha prejudicado o holandês. “Se ele não soube se colocar bem na pista para tentar uma volta rápida a culpa dele e de mais ninguém”.

O clima ruim entre Massa e Verstappen vem desde o GP de Mônaco de 2015 quando o brasileiro acusou o holandês de ter provocado um grave acidente no GP, envolvendo Romain Grosjean. Massa ainda colocou em dúvida o critério da FIA para conceder a superlicença a um piloto de apenas 17 anos. Poucas semanas depois, o pai de Max, o ex-piloto Jos Verstappen, escreveu um artigo para uma publicação holandesa, criticando Massa por uma postura de vitimização, sempre culpando outros pilotos por seus erros.

Independente das acusações de Max Verstappen, Massa considerou o sexto lugar uma ótima classificação no GP do Bahrein, depois de ter enfrentado muitos problemas na corrida anterior, na China. Massa ofereceu o bom resultado aos 75 anos de Frank Williams. E está prevendo atuações melhores nas próximas etapas.

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula Um acontece nos dias 10, 11 e 12 de novembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos para a corrida, informações e imagens em 360 graus dos setores estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1.

Texto: Castilho de Andrade  –  Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1

Fotos: Mercedes GP- Scuderia Ferrari – Williams F1/Divulgação. 

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