Os treinos livres para a quinta rodada do European F-3 Open, realizados na manhã desta sexta-feira no Autódromo Internacional Algarve, em Portugal, terminaram de maneira ao mesmo tempo frustrante e animadora para o piloto brasileiro Yann Cunha, da equipe espanhola Hache Team Race.
Depois de fechar os treinos extras realizados ontem (quinta, 15) na terceira posição, Yann teve um dia difícil no circuito português nesta sexta-feira – e terminou os trabalhos de pista em Portimão com a certeza de ter “andado para trás” no trabalho de acerto do carro.
Superada a frustração por ver sua diferença em relação aos tempos do líder do dia aumentarem de 0s121 para 1s474 no decorrer dos ensaios, Yann Cunha terminou a manhã animado pelo fato de a equipe espanhola ter descoberto a causa da piora no desempenho de seu carro durante os treinos em Portugal.
“No final do dia descobrimos que o suporte do motor do meu carro estava quebrado, provavelmente desde o início dos treinos de hoje. Acreditamos que isso tenha acontecido porque meu carro não respondeu a nenhuma mudança no setup e, ao contrário de melhorarmos o nosso desempenho, andamos para trás”, admitiu o brasileiro.
Yann Cunha explicou que a quebra do suporte do motor tem dois efeitos negativos no autódromo de Algarve. O primeiro deles, que seria sentido em qualquer outra pista, é o aumento da flexibilidade do carro e a alteração em sua capacidade ideal de transferência de peso nos contornos de curva. O segundo é o choque da parte traseira do carro contra o solo nas ondulações presentes no circuito português, principalmente na reta principal do circuito.
“Carros de turismo talvez não sintam tanto as ondulações na reta principal, mas para monopostos como os da Fórmula 3, é preciso alterar a altura do chassi em relação ao solo para evitar o contato. No nosso caso, mesmo com o carro na regulagem máxima, a parte traseira continuou batendo no chão, e por isso notamos que algo deveria ter mesmo quebrado”, explicou o piloto de Brasília.
Foto: Divulgação.










